Respeitar a si mesmo

05/05/2026

Respeitar a si mesmo

Quando adolescente, ou início da vida adulta, eu costumava achar que era uma bobagem, uma pieguice aqueles conselhos de "faça o que você ama", "procure uma profissão que você tenha prazer", ou "dedique-se a atividades que tocam no seu coração". Eu pensava, e vejo que muita gente compartilha desse raciocínio, que a vida é dura, e nos leva a muitos sacrifícios.

Assim sendo, seria uma perda de tempo, e uma fonte de decepção, seguir esses conselhos acima. O importante seria "ganhar a vida". O que muita gente não sabe (e eu, com certeza, não sabia) é que, ao espontaneamente abandonar sonhos, ou fazer escolhas que vão contra o que você gosta/acredita/quer, você está causando uma autossabotagem maior do que você imagina. Pois você está fazendo não só um sacrifício consciente, por decisão, mas também está minando outras áreas importantes suas, como sua segurança, sua autoestima... como diria Freud, o seu investimento libidinal nessa atividade que não mexe com você será menor, mais baixo do que poderia, o levando a obter menos resultados. E aí um ciclo de insatisfação, culpa, fracasso, autossabotagem vai se alimentando. Você estará ignorando o seu desejo real.

A chance de você se suceder melhor, e de forma mais feliz, espontânea e leve numa atividade ou numa escolha que você realmente gosta, se empolga, tem tesão, são maiores do que você imagina. Claro, ninguém está falando em ser inconsequente e tomar decisões obviamente arriscadas, ou fadadas a fracassar. Mas comece de forma pequena, programe-se, prepare-se; vá apontando seus esforços para o que realmente você gosta. Se for preciso, busque ajuda profissional nessa jornada. E veja a diferença que isso vai começar a fazer na sua qualidade de vida.