Formas de amar

05/05/2026

Formas de amar

Existem pessoas que se apaixonam o tempo inteiro. Se apaixonam por A, caso A não se interesse logo está interessado(a) em B, senão em C, e por aí vai. Enquanto outras pessoas parecem que nunca estão apaixonadas ou interessadas em ninguém. Parecem felizes como estão. Cuidando de suas vidas, sem parecer se abalar muito. Mesmo que tenham alguém super apaixonado por perto.

Somos rápidos em rotular as pessoas do 1o tipo que descrevi como sendo: carentes, indecisas, desesperadas, aceitam qualquer um, etc. E, da mesma forma, somos rápidos também em rotular as pessoas do 2o tipo como: frias, coração de pedra, só amam a si mesma, não amam ninguém, etc. Ambos os julgamentos são precipitados.

As pessoas dos 2 tipos são exatamente isso, pessoas, e com medos, desejos, sonhos, etc. como qualquer um. Sofrem e tem alegrias como todo mundo. As formas de se alcançar o que se quer é que mudam um pouco. Quem está no 1o grupo tem uma maior facilidade em projetar esse amor pra fora, identificá-lo, se apaixonar. Caso não aconteça com uma certa pessoa, em pouco tempo pode identificar algo parecido em outra pessoa, e se interessar por ela. É algo que acontece naturalmente, e ela não tem percepção ou controle. Quem está no 2o grupo, vai por outro caminho. Esse amor não é facilmente projetado pra fora como acontece no outro grupo. Fica interno, e a pessoa consegue levar isso numa boa, e tocar sua vida assim. Busca um autoaperfeiçoamento, traça seus planos e tenta alcançá-los. Não que as pessoas do outro grupo não o façam, também fazem: mas muitas vezes querem alguém junto nesse projeto. Não quer dizer que as pessoas não mudem.

Essa é a graça do ser humano. É sempre um a um, cada sujeito é um caso próprio. Freud vai dizer que é comum haver uma atração entre os indivíduos de um grupo e os do outro. Um tem o que outro quer. Como sempre, nosso aparelho psíquico busca aquilo que ele identifica como sendo algo que gostaria de ter/ser.